Título: Metal Gear Solid 4: Guns of Patriots
Desenvolvedora: Kojima Productions
Publicadora: Konami
Estamos em 2014, cinco anos após os incidentes em Big Shell (MGS2). MGS4 traz um mundo onde a intervenção militar em solo estrangeiro está proibida, aumentando a necessidade de Private Military Companies (Companhias Militares Privadas, PMCs), para travar guerras de negócios. A nanotecnologia tornou-se importantíssima, tanto para aumentar as habilidades dos soldados, como para reforçar a fidelidade dos mercenários.
Reunindo um exército capaz de rivalizar com o americano, Liquid-Ocelot prepara uma revolta armada com o objectivo de tomar controle absoluto do SOP. Com o mundo mais uma vez em crise, um desacreditado Solid Snake é "jogado" no Oriente Médio com a missão de eliminar definitivamente Liquid.
À primeira impressão, termos uma cutscene dramática e gráficos com ainda surpreendem mesmo após 4 anos de seu lançamento. Mas logo depois há um certo estranhamento pois você controla Snake no meio de um tiroteio, e vai persistindo o mesmo esquema: Você é posto num campo de guerra, mata quem estiver perto, e o atravessa.
O Stealth vai sendo esquecido, parece que Kojima preferiu transformar MGS num shooter. Ainda há espionagem, mas ela perde todo o destaque. Sua roupa muda de cor sozinha, não é necessário mas procurar por disfarces. Sua vida, bem, realmente a medicina de 2014 é muito avançada pois você é quase invencível. Tanto a saúde como as munições não precisam de cuidado, é só você acessar o Shop no menu que mesmo no lugar mais remoto do mundo os medicamentos e armas magicamente aparecem no seu inventário.
No meio da campanha surgem fases mais diferenciadas que te prendem ao jogo, mas apenas para entrar um outra repetição. A lutas são um ponto alto do jogo, exceto a do Crying Wolf, por que um mecha de lobo do tamanho de um carro que dizima exércitos em segundos oferecer quase nenhuma resistência a um velho é difícil de engolir (você só morre algumas vezes por causa dos minions).
Quanto ao enredo, ele não é ruim, fala muito sobre a origem de Snake e Liquid, mas a forma como ele é contado (de forma arrastada e por meio de cutscenes longuíssimas e cansativas) é meio desmotivadora.
A parte visual é que ganha destaque: arte é belíssima, os mechas foram muito bem desenhados, e a engine gráfica também trabalha bem, com qualidade e sem queda de FPS (Frame per Second).
Mas afinal, é bom ou não?
MGS 4 é um exemplo com o que vem acontecendo com o mercado atual de games: as pessoas não exigem mais tanto dos produtores. Não é um jogo ruim, ele É interessante, mas não chega nem aos pés de seus predecessores. Esse capítulo da saga de Snake é dispensável com todas as letras, se eu fosse recomendar para alguém, seria para quem tem muita paciência e saiba curtir um enredo bom.
Nota. 7,0 (Cool)